Faltem as palavras, faltem as estrelas, até o sol pode esconder-se mas não me privem de contemplar este “ser” que me recicla e me transporta deste mundo de simples viventes.
Dezembro de 2006, aniversário de casamento, nos demos o presente de passar um fim de semana nas paradisíacas praias de Natal...cidade luz que faz jus ao próprio nome, haja visto ser quase impossível passear em natal e não sair de lá “re-nascido”.
Recordo os primeiros raios de sol nos recebendo com um bom dia e um “sejam bem vindos”, ao tocar o solo natalense. Tudo era festa, tudo luzia, tudo era motivo de riso até mesmo a cara sonolenta do taxista. Parecíamos crianças deslumbradas e mesmo depois de uma noite viajando, quem tinha sono????? Quem queria dormir??? Ou comer??? Não queríamos perder um só segundo!!
Apartamento de frente para o mar...Ah.. o mar!! Misterioso e enigmático como o coração de uma mulher...Praia de Ponta Negra, nossa primeira parada. Turistas, gente sorrindo, novidades, nativos oferecendo atrações: desde posar junto com “Lampião”, tatuagens, souvernis, até passeio a cavalo (não pude deixar de rir de algumas pretensas “amazonas”). Praia limpa, organizada, com uma estrutura bem diferente das nossas por aqui no rincão do Ceara.
Passeio pela beira-mar, fotos, cervejinha, relax total (o resto fica por conta da imaginação rsrs). Sutilmente a noite foi chegando e ainda estávamos lá. Para que pressa?? Aproveitamos a ocasião para agendarmos um passeio de buggy pelo litoral norte, na manhã seguinte. Aquilo parecia um sonho...
Tivemos momentos super agradáveis, com os agitos de sábado à noite.
Foi aí que percebi que em cada cantinho deste mundo, existe um pedacinho de nós, ainda que disfarçado pelo papel de embrulho..Saímos para jantar e conhecemos um lugar muito parecido com Canoa Quebrada, com várias boates e todos os estilos musicais, restaurantes com múltiplas culturas culinárias, muitos turistas estrangeiros... e nós..(rsrs) Experimentamos de tudo um pouco, até que o cansaço nos dominou e fomos dormir, afinal muitas surpresas nos aguardavam ainda..
Domingo de sol, biquíni, boné, óculos escuros, protetor solar (amigo inseparável), máquina fotográfica, dinheiro e muita disposição... e lá fomos nós explorarmos o desconhecido. Foi uma seqüência de 13 praias.. Pensei que meu coração fosse parar de bater!! Estava fascinada com tanta maravilha, meus olhos pareciam pequenos demais pra contemplar tanta beleza!!! Ah.. e não posso esquecer de registrar que a primeira descarga de adrenalina veio com a travessia de balsa... Nossa, como cabia tanto carro em cima daquele negósio??!! Parecia filme, pois até então só conhecia pontes (rsrsr).
Lugares impossíveis de serem descritos por minha humilde imaginação. A natureza parecia intocável por aquelas bandas. Destaco aqui o perfeito cuidado da administração pública com a preservação e zelo da região, com cercas barrando turistas e protegendo as dunas de ruírem, coletor de lixo até em cima das dunas, áreas totalmente preservadas, coqueirais protegidos da devastação...
É... nem tudo pode ser chamado de “a terra do já teve”!!!
Advinha o que vi por lá??? C-A-M-E-L-O !!! havia uma área onde se criavam camelos os quais eram destinados a passeio de turistas, porém não quis me arriscar, preferindo só a fotografia ao lado do bichinho..ou melhor, do bichão!! Me senti num rali com tantas peripécias daquele bugueiro. Flutuamos ao descer uma duna de 30 metros e ele ainda teve a cara de pau de perguntar se queria com emoção ou sem emoção!! ( quase respondi, quero com ressurreição!!)
Mas foi fantástico! Paredões que expeliam tintas naturais, até ensaiei umas pinturas no rosto (acho que minha raiz indígena veio à tona naquele momento rsrs), o farol, a árvore do amor. Ih.. preciso contar essa história: são duas árvores que cresceram paralelamente e por estarem crescendo juntas e tão pertinho uma da outra, acabaram entrelaçando seus galhos e formando um coração entre elas. Muito lindo mesmo e o curioso é que existem várias fitinhas amarradas nos galhos representando os pedidos dos turistas, pois conta a lenda que o casal que é fotografado ou simplesmente adentra o coração das duas árvores nunca se separará.
Entre idas e vindas o por do sol nos pegou no caminho de volta, com um domingo se despedindo e deixando saudades...
Saudades de Natal
Saudades de dezembro de 2006
Saudades que se transformarão em novas aventuras!!
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