sábado, 27 de dezembro de 2008

Jesus, nosso modelo


Ele era claro, preciso, objetivo.
Seu quadro era o chão; O giz - seu próprio dedo.
Usava como ilustração o que mais perto estava e à vista de todos: como uma árvore, a natureza, uma criança...
Tinha apenas duas turmas de alunos: Os doze e a multidão.
Sua sala de aula tinha por teto o céu e por banco a própria relva.
Dava, às vezes, aulas particulares, como à Samaritana;
aulas audiovisuais, enquanto caminhava;
aulas diurnas, noturnas...como a Nicodemos.
Ensinava no mar, em terra firme, no monte ou em casa,
no templo ou caminhando.
O esboço de suas aulas estava em sua própria mente;
Preparava-o, preparando-se em Oração ao Pai.
Incansável MESTRE!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Vem Senhor Jesus! Maranathá!

Há um ano, fui investida como ministra da Palavra.
O que é isto???
São pessoas leigas, que após um curso de preparação, são investidas pelo bispo diocesano para ministrar a Palavra de Deus em celebrações litúrgicas (não é missa) rsrs.
Fomos destinados a ação missionária, animando algumas comunidades da periferia e zona rural.
Assumi uma região chamada Campo São Francisco. Extremamente carente, mas com muita vontade de caminhar.
População ribeirinha, morando às margens do Rio Jaguaribe, em casebres cobertos por plásticos ou barro, sem pavimentação, luz ou água encanada.
Domingo, 21/12, celebramos com eles o Natal.
Homens, mulheres, crianças, idosos, todos muito atentos participaram ativamente da celebração. Foi inevitável, a comparação entre aquela realidade e as condições em que nasceu o Menino Jesus.
Exclusão, pobreza e indiferença como que magicamente compôem o mesmo cenário de 2000 anos atrás.
O Evangelho, porém, os animou a continuarem de pé: "Pra Deus nada é IMPOSSÍVEL".
O que fazer?
Se cada um fizer a sua parte e unirem-se num mesmo objetivo, com certeza realidades serão transformadas.
Sair um pouco da "minha tradição natalina" e se colocar a caminho para encontrar-se com o Menino Deus que continua nascendo em tantos casebres espalhados por esse Brasil a fora...
Viver o Natal é sentir que você, pode fazer a diferença na vida de alguém e o melhor presente que se pode oferecer é a esperança de dias melhores para essa gente que vive de falsas promessas dos "Herodes" de hoje.

Feliz Natal!!

Freedom...linda e livre!

Na entrada de acesso ao meu local de trabalho há um pequeno
jardim, o qual além de suavizar o ambiente, é visitado por alguns pássaros em busca de alimento.

Há alguns dias fui surpreendida por uma Columbina talpocoti.

Vixe, a esta altura você deve achar que pirei..(kkkkkk).
Bem é esse o nome científico de um pássaro bem conhecido da nossa região Nordestina: a rolinha-caldo-de-feijão.

Em tudo podemos sentir a presença de Deus e perceber suas mensagens de amor.
Com tantos lugares para construir seu ninho e curtir sua "gravidez" (rsrsrs ) em paz, esta rolinha escolheu fazer seu ninho, num local bastante movimentado, entre os espinhos de uma roseira.
Como podemos aprender com a natureza!!! A morada temporária da rolinha ficou entre o perfume das flores e a proteção dos espinhos.
Espertinha, né, esta menina?!! rsrsrsr

Bem, eu particularmente, adotei esta adorável criaturinha e todos passamos a ter um carinho muito especial por ela. Depois de muitas sugestões resolvemos que o nome dela seria Freedom.
Por que?? Bem, é só olhar no google...rsrsrs

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Pra você "fessora" Thereza

A IMPORTÂNCIA DA INFORMÁTICA NA EDUCAÇÃO



Há alguns anos, o computador era considerado um equipamento sofisticado. Atualmente ele já faz parte de nossa vida cotidiana. Está presente nos vários setores da atividade humana, como no comércio, na indústria, nas operações bancárias, na pesquisa científica, no lazer e diversão e não poderia ser diferente com a educação.


Foi na década de 70, com a microinformática reduzindo o custo do computador, que ele tornou-se acessível às escolas. A tecnologia ampliou os horizontes educacionais ao mesmo tempo em que os pôs conectados com toda forma de aprendizado.
Para desenvolver o seu trabalho diário em sala de aula o professor dispunha, até pouco tempo atrás, de alguns recursos didáticos como o quadro-de-giz e outros meios audiovisuais. Já se pensava na utilização de computadores como meios auxiliares do processo de aprendizagem. Mas isso, na prática, parecia um sonho, uma cena de ficção científica.


Hoje em dia, o uso de computadores no processo pedagógico

já é realidade e uma conquista da escola. Seu emprego não se limita mais a algumas poucas escolas privilegiadas, pois pode ser encontrado tanto em escolas particulares como em algumas escolas da rede pública de ensino.

Assim como o livro, o vídeo e o filme, o computador não é usado apenas para motivar os alunos e fazê-los participar mais ativamente do trabalho escolar. Como os outros recursos, ele é um instrumento de comunicação de dados. No entanto, o computador não substitui o professor. É apenas mais um recurso de que este se utiliza para atingir os objetivos educacionais propostos e melhorar a qualidade do ensino


Não extinguiremos os livros, o lápis de cor não terá seu fim e as canetas ainda serão por muito tempo, componentes das mochilas escolares, mas a vida é dinâmica e hoje podemos dizer que a educação ganhou um parceiro “medalha de ouro” com a informatização.


Máquina nenhuma no mundo substituirá a mente humana, aliás toda e qualquer invenção é um "filhote" da nossa mente que é capaz de superar-se a cada segundo..


Queridos educadores, usem, abusem, descubram, inventem e reinventem... A informática é nossa parceira e um professor conectado com as mudanças é um professor que está sempre um passo a frente!!!




DISCIPLINA EDUCAÇÃO E INFORMÁTICA

Momentos marcantes



Cada dia vivido é uma dádiva de Deus que não volta a se repetir. A vida continua seu curso normal, fazendo de cada momento uma página importante de nossa história.

Definir aqui quais momentos foram importantes, seria cair no deslize de não perceber a beleza inerente de cada aula vivenciada.

Discorrerei então sobre o que é fundamental em todo processo de aprendizagem: a experiência compartilhada.

Foi maravilhoso descobrir como a informática contribui consideravelmente com a educação, e o quanto isso nos proporcionou a ampliação de nossos horizontes. Ver a turma inteira se redescobrindo a cada aula é indescritível.

Como definir o brilho no olho do educando a cada etapa alcançada? A criação de e-mails, slides, blogs etc. Os vídeos motivacionais com os quais sempre iniciávamos as famosas "segundas-feira", as experiências partilhadas em sala de aula, o acesso ao laboratcório de informática nos permitindo a interação com outras pessoas, as brincadeiras, as risadas, as palavras incentivadoras da professora...
Flashs da vida real que já começam a deixar saudades!




PROFª THEREZA ZARANZA

Como avaliar seu trabalho?



Não ousaria usar este termo "avaliar" por entender que toda avaliação é pessoal e nem sempre corresponde a opinião do "todo". Porém registro aqui, seu ótimo desempenho, seu otimismo, sua metodologia diferenciada e motivadora na disciplina por ela ministrada.

Acredito que a arte de ensinar, nos proporciona em contra-partida um grande aprendizado. Aprendemos a aprender como diria Lev Vygotsky.

Interessante observar como ao longo desse semestre, você Thereza, passou a conhecer a cada um pessoalmente: quando alguém chegava triste, cansado, quieto, quem estava distraído, enfim passamos a fazer parte um da vida do outro.

Cito um pensamento de Saint Exupery, do livro O Pequeno Príncipe, que exprime a grandeza da amizade : "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Obrigada pela contribuição na nossa vida acadêmica e pessoal.



MENSAGEM FINAL


Deixo como mensagem aquilo que para mim é um rema de vida, descrito de forma poética e sensível, por Chaplin:


"Bom mesmo é ir a luta com determinação,
abraçar a vida com paixão
perder com classe e vencer com ousadia,
pois o triunfo pertence a quem se atreve...
A vida é muito para ser insignificante."


Todos os dias olhar em frente e repetir no íntimo do coração : "TUDO posso naquele que me fortalece" na certeza de que Jesus caminha sempre conosco.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ahh! Não posso mais ficar aqui, eu vou voltar pro meu querido Aracati...

Há coisas que parecem já nascerem conosco, apesar de não fazerem parte do nosso cotidiano. Não nasci nesta cidade abençoada, mas mudei-me para cá aos seis anos de idade.

Sabe, aquela sensação de que determinada coisa sempre te pertenceu!!?? Assim me senti ao aportar na terra dos Bons Ventos...

Aqui cresci, aqui aprendi, aqui fiz-me gente!!!! Mas apesar do descaso de alguns para com a nossa cidade, sinto-me orgulhosa de fazer parte desta pequena nação escondida entre mangues, dunas e falésias ... Pequena menina, mas de tão grandiosa história! Terra de artistas, de belezas naturais, de gente que acredita, mesmo quando os “discursos” se repetem enfadonhamente...

Há um encantamento próprio que faz com que aqueles que por aqui passam, jamais a esqueçam e cultivem na alma o desejo de um dia retornarem!!!

Aracati, quisera eu, que teus governantes te amassem e fizessem de ti, a esposa bem cuidada. Ficam aqui as palavras do poeta: “Sonho que se sonha só, é penas um sonho...Sonho que se sonha juntos, já é realidade”.

Minha vida...


Três paixões, simples mas irresistivelmente fortes, governaram minha vida: o desejo imenso de amor, a procura do conhecimento e a insuportável compaixão pelo sofrimento da humanidade. Essas paixões, como os fortes ventos, levaram-me de um lado para o outro, em caminhos caprichosos, para além de um profundo oceano de angústias, chegando à beira do verdadeiro desespero.


Primeiro busquei o amor, que traz o êxtase - êxtase tão grande que sacrificaria o resto de minha vida por umas poucas horas dessa alegria. Procurei-o, também,porque abranda a solidão - aquela terrível solidão em que uma consciência horrorizada observa, da margem do mundo, o insondável e frio abismo sem vida. Procurei-o, finalmente, porque na união do amor ví, em mística miniatura, a visão prefigurada do paraíso que santos e poetas imaginaram. Isso foi o que procurei e, embora pudesse parecer bom demais para a vida humana, foi o que encontrei.


Com igual paixão busquei o conhecimento. Desejei compreender os corações dos homens. Desejei saber por que as estrelas brilham. E tentei apreender a força pitagórica pela qual o número se mantém acima do fluxo. Um pouco disso, não muito, encontrei.


Amor e conhecimento, até onde foram possíveis, conduziram-me aos caminhos do paraíso. Mas a compaixão sempre me trouxe de volta à terra. Ecos de gritos de dor reverberam em meu coração. Crianças famintas, vítimas torturadas por opressores, velhos desprotegidos - odiosa carga para seus filhos - e o mundo inteiro de solidão, pobreza e dor transformam em arremedo o que a vida humana poderia ser. Anseio ardentemente aliviar o mal, mas não posso, e também sofro.


Isso foi minha vida. Achei-a dígna de ser vivida e vivê-la-ia de novo com a maior alegria se a oportunidade me fosse oferecida.


(Bertrand Russel)


Quando Deus te desenhou, Ule... Ele estava namorando à beira do mar!!!

Recanto de poemas, onde afloram os primeiros ensaios poéticos do coração ainda bruxuleante do poeta...Soberbo, soberano, irrequieto, meio-menino,meio-Deus, assim é o mar.

Faltem as palavras, faltem as estrelas, até o sol pode esconder-se mas não me privem de contemplar este “ser” que me recicla e me transporta deste mundo de simples viventes.


Dezembro de 2006, aniversário de casamento, nos demos o presente de passar um fim de semana nas paradisíacas praias de Natal...cidade luz que faz jus ao próprio nome, haja visto ser quase impossível passear em natal e não sair de lá “re-nascido”.

Recordo os primeiros raios de sol nos recebendo com um bom dia e um “sejam bem vindos”, ao tocar o solo natalense. Tudo era festa, tudo luzia, tudo era motivo de riso até mesmo a cara sonolenta do taxista. Parecíamos crianças deslumbradas e mesmo depois de uma noite viajando, quem tinha sono????? Quem queria dormir??? Ou comer??? Não queríamos perder um só segundo!!


Apartamento de frente para o mar...Ah.. o mar!! Misterioso e enigmático como o coração de uma mulher...Praia de Ponta Negra, nossa primeira parada. Turistas, gente sorrindo, novidades, nativos oferecendo atrações: desde posar junto com “Lampião”, tatuagens, souvernis, até passeio a cavalo (não pude deixar de rir de algumas pretensas “amazonas”). Praia limpa, organizada, com uma estrutura bem diferente das nossas por aqui no rincão do Ceara.


Passeio pela beira-mar, fotos, cervejinha, relax total (o resto fica por conta da imaginação rsrs). Sutilmente a noite foi chegando e ainda estávamos lá. Para que pressa?? Aproveitamos a ocasião para agendarmos um passeio de buggy pelo litoral norte, na manhã seguinte. Aquilo parecia um sonho...

Tivemos momentos super agradáveis, com os agitos de sábado à noite.

Foi aí que percebi que em cada cantinho deste mundo, existe um pedacinho de nós, ainda que disfarçado pelo papel de embrulho..Saímos para jantar e conhecemos um lugar muito parecido com Canoa Quebrada, com várias boates e todos os estilos musicais, restaurantes com múltiplas culturas culinárias, muitos turistas estrangeiros... e nós..(rsrs) Experimentamos de tudo um pouco, até que o cansaço nos dominou e fomos dormir, afinal muitas surpresas nos aguardavam ainda..


Domingo de sol, biquíni, boné, óculos escuros, protetor solar (amigo inseparável), máquina fotográfica, dinheiro e muita disposição... e lá fomos nós explorarmos o desconhecido. Foi uma seqüência de 13 praias.. Pensei que meu coração fosse parar de bater!! Estava fascinada com tanta maravilha, meus olhos pareciam pequenos demais pra contemplar tanta beleza!!! Ah.. e não posso esquecer de registrar que a primeira descarga de adrenalina veio com a travessia de balsa... Nossa, como cabia tanto carro em cima daquele negósio??!! Parecia filme, pois até então só conhecia pontes (rsrsr).


Lugares impossíveis de serem descritos por minha humilde imaginação. A natureza parecia intocável por aquelas bandas. Destaco aqui o perfeito cuidado da administração pública com a preservação e zelo da região, com cercas barrando turistas e protegendo as dunas de ruírem, coletor de lixo até em cima das dunas, áreas totalmente preservadas, coqueirais protegidos da devastação...

É... nem tudo pode ser chamado de “a terra do já teve”!!!

Advinha o que vi por lá??? C-A-M-E-L-O !!! havia uma área onde se criavam camelos os quais eram destinados a passeio de turistas, porém não quis me arriscar, preferindo só a fotografia ao lado do bichinho..ou melhor, do bichão!! Me senti num rali com tantas peripécias daquele bugueiro. Flutuamos ao descer uma duna de 30 metros e ele ainda teve a cara de pau de perguntar se queria com emoção ou sem emoção!! ( quase respondi, quero com ressurreição!!)


Mas foi fantástico! Paredões que expeliam tintas naturais, até ensaiei umas pinturas no rosto (acho que minha raiz indígena veio à tona naquele momento rsrs), o farol, a árvore do amor. Ih.. preciso contar essa história: são duas árvores que cresceram paralelamente e por estarem crescendo juntas e tão pertinho uma da outra, acabaram entrelaçando seus galhos e formando um coração entre elas. Muito lindo mesmo e o curioso é que existem várias fitinhas amarradas nos galhos representando os pedidos dos turistas, pois conta a lenda que o casal que é fotografado ou simplesmente adentra o coração das duas árvores nunca se separará.


Entre idas e vindas o por do sol nos pegou no caminho de volta, com um domingo se despedindo e deixando saudades...


Saudades de Natal

Saudades de dezembro de 2006

Saudades que se transformarão em novas aventuras!!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

É pelo amor que conhecerão que sois meus discípulos

Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria. É só o amor, é só o amor. Que conhece o que é verdade. O amor é bom, não quer o mal. Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver. É ferida que dói e não se sente. É um contentamento descontente. É dor que desatina sem doer. Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.
É um não querer mais que bem querer. É solitário andar por entre a gente. É um não contentar-se de contente. É cuidar que se ganha em se perder. É um estar-se preso por vontade. É servir a quem vence, o vencedor; É um ter com quem nos mata a lealdade. Tão contrário a si é o mesmo amor.
Estou acordado e todos dormem todos dormem todos dormem. Agora vejo em parte. Mas então veremos face a face. É só o amor, é só o amor. Que conhece o que é verdade. Ainda que eu falasse a língua dos homens. E falasse a língua do anjos, sem amor eu nada seria.